Dirsomar Chaves – Presidente da Arvips

“Meu partido é Vicente Pires”

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Dirsomar Chaves é presidente da Associação Comunitária de Vicente Pires há 12 anos. O filósofo, professor e produtor rural vive na cidade desde 1994. Foi candidato a deputado distrital três vezes, sendo suplemente do Partido dos Trabalhadores na atual legislatura, com mais de 10 mil votos. Como presidente da Arvips, coordenou os estudos ambientais e urbanísticos que possibilitaram a regularização em andamento.

Candidatura
“Eu posso ser candidato? Posso. Eu sou pré-candidato? É natural por conta da quantidade de votos que tive na eleição passada, mas meu partido é Vicente Pires. Onde conseguirmos criar os ambientes na política que venha trazer, como resultado dela, a regularização da cidade, com o menor preço possível, o melhor prazo, boa infraestrutura, com ninguém de fora, incluindo quem não construiu esperando alvará de construção e as famílias de baixa renda. Na medida em que se consiga isso, não há mais motivo para que eu seja candidato”.

Regularização de Vicente Pires
“Hoje esta é a melhor regularização possível. Foram as melhores alternativas encontradas, graças à criatividades dos servidores públicos que trataram do tema. Quando a Terracap chega e diz: “Vamos avaliar infraestrutura e sobre isso colocar o fator de valorização (para abater do preço dos lotes)”, tem gente que terá 50%, até 60%, de desconto do valor de mercado. Com a possibilidade de pagar à vista, as pessoas poderão pagar até ¼ do valor do lote no mercado apenas. Esta valorização nenhum governo havia acenado até hoje.
A Terracap conseguiu criar um modelo para o processo de regularização que não tínhamos visto até então e que é moderno. Nós estamos tendo participação no processo, estamos podendo discutir a questão dos equipamentos públicos, que não serão pré-determinados, e a população terá condições de dizer onde será melhor ter escola, onde é melhor ter biblioteca, delegacia, onde cada coisa será melhor para todos nós.
Se não fosse a Terracap, em especial o seu presidente Júlio César Reis, que, talvez pelo tempo que ele tem de casa, montou uma equipe extraordinária. A dinâmica que a Terracap implantou no processo de regularização é que deu condições desse processo sair a contento”.

ARVIPS
“A Associação Comunitária de Vicente Pires existe há mais de 30 anos. Se nós conseguirmos fechar este processo, nós iniciamos e fechamos o processo de regularização. Seguramente depois disso, a Arvips dará seguimento a outros programas.
Em 1998, no avento da criação de cinco novos bairros, no governo Cristovam, entre eles Vicente Pires, nós já participávamos na elaboração e no debate pra termos o Setor Habitacional Vicente Pires. Então, 20 anos atrás já tínhamos o processo em andamento. De lá pra cá, esta mesma associação, em 2003, na parte da terra que é da União, conseguimos fazer um acordo de cooperação técnica com o Governo Federal para a confecção dos estudos ambientais e urbanísticos. Nós assumimos então a obrigação de fazê-los e os terminamos, inclusive com as licenças. A venda não, a venda é com o governo”.

Mudanças no projeto
“Em 1998 nós tínhamos pouco mais de 100 chácaras fracionadas, hoje temos mais de 500. A primeira etapa do projeto de urbanismo foi concluída em 2008, e agora estamos atualizando ela toda, depois do advento do PDOT (Plano Diretor de Ordenamento Territorial) em 2009. Em 2012, teve a mudança no Código Florestal. Em 2013 e 2015 nas diretrizes urbanísticas e em 2017 na Lei 134, que fala sobre a regularização fundiária no país. Praticamente estamos confeccionando todo o projeto novamente. A diferença é enorme. São quase 3 mil lotes a mais”.

Obras
“As obras em andamento hoje não apenas obedecem as novas regras, mas avançam. Como foram feitas novas plantas e a lei diz que para regularizar é preciso causar o menor impacto possível sobre o morador, inclusive no sistema viário, é preciso ir adequando ao máximo para haver menos remoções e menos prejuízos sociais e econômicos à população. Talvez 5% teve que sofrer alterações, mas certamente as obras são mais benéficas que o projeto original”.

Trânsito
“Vicente Pires não tem vocação para um comércio intenso. O que foi pensado são áreas de centralidade econômica. Os pontos principais são as proximidades da Feira, a Rua 5, entre os trechos da Rua 6 e da Rua 8, a Rua 12 e um trecho da Rua 10. Estas áreas demandam cuidados especiais. E as áreas destinadas a equipamentos públicos próximos a essas áreas precisarão receber estacionamentos. Talvez as pessoas precisem andar um pouco, mas serão precisos estacionamentos públicos grandes em alguns locais. Estamos todos preocupados com isso. Paralelo a isso, foram indicadas nos estudos ambientais novas vias na cidade e os órgãos técnicos tem mantido isto no projeto, são pontes e viadutos com recursos federais já previstos”.

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