LUCIANO IBIAPINA

Sambista conceituado em Brasília encontra inspiração em Vicente Pires

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Nascido na Capital Federal, 43 anos, músico há 22, desde os 18 é apaixonado por samba, seu gênero preferido. Luciano Ibiapina tem levado a música para alegrar e encantar pessoas por onde se apresenta, principalmente instituições carentes de Brasília e Entorno. Hoje, o músico concilia a carreira de servidor público e sua agenda de shows.
Morador de Vicente Pires desde 2009, por onde passa é bastante reconhecido pelo seu trabalho em prol da comunidade. “Sou apaixonado pela minha cidade, aqui temos qualidade de vida, tranquilidade, comércio local muito bom, condomínios bem monitorados, além disso, continua com aquela carinha de cidade rural”, afirma Ibiapina.
Apaixonado pelo samba, um dos momentos de maior felicidade é quando sobe no palco, canta e encanta seu público. Já reconhecido nacionalmente, por onde se apresentou, sonha continuar mantendo notoriedade com seu trabalho. “Meu maior sonho é viver unicamente da música”, complementa Ibiapina.
Ah! Não podemos esquecer que o músico viveu durante 13 anos no “berço do samba”, considerado a Madureira do DF, onde fica a sede da Portela no Rio de Janeiro, representada aqui no Cruzeiro, em Brasília, pela ARUC – Associação Recreativa Unidos do Cruzeiro. Essa experiência ajudou sim o sambista a deslanchar sua carreira.
Em 2012, criou seu primeiro projeto “Sambar na Capital”, desenvolvido na Associação Recreativa Unidos do Cruzeiro (ARUC), tendo o objetivo principal de resgatar a cultura do “samba de roda”, levar musicalidade, alegria e entretenimento para a comunidade. Cria de Brasilia, o músico, nesses anos, conseguiu uma carreira consolidada. Dono de uma belíssima voz, potente e forte; ele arranca aplausos por onde se apresenta, sempre com um repertório diversificado com sambas inesquecíveis. Sua fama o permite se apresentar ao lado de gigantes do samba, nomes consolidados no mercado nacional: Lecy Brandão, Jorge Aragão, Art Popular, Dhy Ribeiro (participante do The Voice Brasil de 2017), Ciraninho da Portela, Nilsinho do Grupo Amor Maior (ex-Fundo de Quintal), Nanana da Mangueira, entre outros.
“Iniciamos nossa apresentação, recebendo alunos das escolas públicas e a população”, afirma Luciano, sempre à frente como representante da cultura, envolvido com todos os seguimentos locais. “Sempre visei movimentar e trazer benefícios em prol da sociedade de Vicente Pires”, garante. “Como a população local busca nos finais de semana comprar tudo por aqui, aí sempre trago shows para movimentar a cidade. Tenho um “xodó” especial por minha cidade, aqui busco inspiração para minha carreira artística, com shows diversos, trago excelentes bandas de pagode, grupos sertanejos, axé, local e nacional, com o intuito de levar entretenimento aos moradores”, explica.

Carreira
Luciano Ibiapina nasceu em Brasília em 1975. Criado pelo seu avô Oséas Pontes Ibiapina e avó Raimunda Fabíola Pontes, já falecidos. Atualmente é servidor público do GDF. Iniciou no samba com apenas 18 anos. De lá para cá, tem se destacado por onde se apresenta. O músico também participa de vários projetos sociais. Em 2009, iniciou a carreira solo em Vicente Pires, onde lançou seu primeiro álbum “Minha Vez” com repertório rico, no gênero samba, tendo músicas de grandes compositores local e nacional, como Nelson Rufino, Jorge Aragão, Marquinhos Shatan.
O músico participa de shows locais e, como gosta se apresentar na sua primeira casa, a Aruca, Ibiapina transpira samba o ano todo. No Carnaval de 2018, Luciano Ibiapina e Banda foram alguns dos destaques. O show contou com a presença de grupos culturais escolhidos por chamamento público, realizado pela Secretaria de Cultura do DF. “Nossa apresentação no bloco Raparigueiros contou com público estimado de 400 mil pessoas”, conta.
Além dos shows, ele é muito conhecido nas redes sociais tem cerca de 15 mil seguidores em sua Fan Page, no Instagram em torno de 3 mil, e ainda usa o Facebook para divulgar sua agenda.

Trabalho solidário
Luciano está sempre envolvido com Instituições sociais, como o Lar dos Velhinhos, no Núcleo Bandeirante. Seu primeiro projeto, o “Samba Social”, teve como objetivo principal, interagir com pessoas carentes, necessitadas de amor e carinho. Na ocasião, se apresentou com sua banda e teve a participação da sambista Dhy Ribeiro, que interpretou sambas eternizados, como “Não Deixe o Samba Morrer”. Importante lembrar que em 2012 ele ajudou duas instituições de caridades na região de Brasília e Entorno. A primeira foi a Fale -– Fraternidade Lucas Evangelista, que trata de pessoas portadoras do HIV. “Nesse show fiz doação de 1 tonelada de alimentos não perecíveis”. A segunda no mesmo ano foi a MAC – Movimento de Apoio ao Paciente com Câncer, que dá suporte financeiro para as famílias, com doação em cesta básica. E ainda continua. O projeto “Samba Social”, foi transformado em documentário.