Régia Madureira de Oliveira

Empresária de sucesso, engajada com causas sociais e apaixonada por Vicente Pires

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A brasiliense Régia Madureira de Oliveira é a diretora geral da rede de ensino Vitória Régia, que conta com quatro unidades em Vicente Pires e em Águas Claras. Ela escolheu Vicente Pires devido à paz que a cidade transmite. “Os grandes lotes e espaços livres chamaram a minha atenção desde o início, pois morei em Taguatinga, onde não há mais espaço verde e os lotes são pequenos. Vim para Vicente Pires em busca de algo que fosse mais confortável, o que acabei encontrando”, pontua Régia. Segundo ela, “apesar dos últimos acontecimentos de violência na cidade, a tranquilidade ainda é o ponto positivo”.
Régia é mãe de Sarah, Gabriel e Priscila Madureira e diz que sem dúvida os momentos mais sublimes de sua vida foram os nascimentos dos filhos. Na sua opinião, “a melhor parte em ter nascido mulher é poder ser mãe e gerar uma vida.” O acontecimento mais difícil que teve que enfrentar foi ver sua filha mais velha Sarah, ter um AVC e saber que a vida dela estava em risco quando uma infecção generalizada a acometeu. “Esta luta passou, mas ela continua em tratamento, e não é fácil, mas temos a certeza de que Deus está no controle de tudo, com Ele temos forças para vencer cada dia”, ressalta Régia.
Realizações e conquistas como estas são realidade na vida das mulheres deste século, graças às batalhas travadas no passado. E toda mulher bem sucedida tem as suas fontes de inspiração. Régia desempenha vários papéis como mãe, empresária, educadora, diretora, e é um exemplo para a sociedade, mas ela também teve os seus exemplos de mulheres fortes e determinadas que a inspirasse, o maior deles é a sua mãe, dona Helena, “uma mulher guerreira, que mesmo sozinha e com quatro filho pequenos, era professora de escola pública e lavava roupas nos finais de semana para complementar a renda. Ela sempre esteve próxima de nós, com um amor sem igual”, conta.
Quanto à realidade vivida hoje pelas mulheres do século 21, Régia destaca que ainda é preciso reivindicar, apesar de considerar que as diferenças foram reduzidas, “ainda existe preconceito e diferenciação em alguns cargos”, pontua. Ela mesma já foi vítima desse tipo de pensamento preconceituoso por ser uma mulher e estar à frente do próprio negócio. “Me falaram que minha escola não ia dar em nada e que era dinheiro jogado fora, só por não ter um homem à frente dela”.
Ela lembra que no início não foi fácil – trabalhou durante cinco anos sem salário, desempenhava o papel de diretora, secretária, coordenadora e se precisasse ajudava na limpeza também. Mas nunca hesitou diante do trabalho e não esteve sozinha, muitas pessoas a ajudaram e foram essenciais para o sucesso que a empresa é hoje. Dentre estas pessoas, Régia destaca seus filhos, sua mãe, o sócio que acreditou no seu sonho e os funcionários que trabalham ou já trabalharam na empresa. “Eles são o segredo do sucesso, pois fizeram e fazem tudo com o coração e competência”, diz.
Para as mulheres que tem vontade de ter o próprio negócio e vencer na vida como ela venceu, o conselho dado pela diretora é enfático: “Se tem medo de trabalho, pare! Para ser uma empreendedora é preciso estar disposta a arregaçar as mangas e trabalhar com afinco e dedicação”. Na opinião dela, “nada na vida vem fácil, mas se a pessoa está disposta a trabalhar no negócio mais do que qualquer um, ter os olhos ligados em tudo, se especializar no mercado que deseja empreender, conhecer os concorrentes, fazer cursos e contratar bons profissionais, o sucesso será a consequência”.
E para quem pensa que esta empreendedora está satisfeita com sua vida estável, se enganou. Régia faz muitos planos para o futuro, deseja abrir franquias da sua rede de ensino, conhecer o mundo com seu marido, Délio Rangel, e ainda ter uma instituição sem fins lucrativos para dar educação de qualidade para crianças carentes. “Eu tinha receio de envelhecer e estava ficando triste com a idade chegando, mas um dia ouvi a seguinte frase que mudou meu modo de pensar: “Não quer envelhecer? Então morra”. Preferi envelhecer então”, conclui Régia.